São Paulo ganha laboratório especializado em combate a cartéis
21/06/2011 – O Ministério da Justiça e o Ministério Público de São Paulo inauguraram recentemente o laboratório forense de combate a cartéis. A cerimônia foi na sede do Ministério Público, onde vai funcionar o centro de inteligência. O laboratório é formado por softwares e hardwares com alta capacidade de cruzamento e de análise de informações, permitindo identificar a combinação de preços entre empresas, principal característica da atuação de um cartel.
O recurso para a aquisição dos equipamentos que permitem a identificação de cartéis nasceu de um acordo de cooperação entre a Secretaria de Direito Econômico, do ministério da Justiça, e o órgão paulista. “A obtenção de provas qualificadas é a parte mais importante de uma investigação. Só conseguimos condenar um cartel se comprovada a conduta”, explicou o secretário de Direito Econômico, Vinícius Carvalho. “Nesse sentido, esta parceria com o Ministério Público é imprescindível. Precisamos unir forças no combate aos ilícitos de ordem econômica”.
O secretário enfatizou ainda que o investimento em laboratórios de combate a cartéis faz parte de um projeto mais amplo que abrange também a área de Segurança Pública, prioridade do ministério da Justiça. “O ministro Cardozo tem afirmado sempre que precisamos trabalhar em três frentes: integração, inteligência e combate à corrupção. Tudo isso por meio de uma melhor gestão dos recursos”, pontuou Carvalho. “Os laboratórios são a nossa forma de contribuir para o trabalho que já vem sendo realizado pelo ministério”.
Para o procurador-geral de Justiça, Fernando Grella, o centro de inteligência vai trazer maior eficiência às investigações do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos (Gedec), braço do MP-SP no combate aos crimes econômicos. “É preciso destacar a importância desta parceria para a sociedade. Temos que ampliá-la e realizar outras. A capacitação de técnicos do Ministério Público, por exemplo, é de extrema relevância agora”, disse o procurador-geral.