Mercedes-benz do Brasil fica de cócoras frente à ação do cartel das transportadoras
25/05/2010 – A Mercedes-benz do Brasil, localizada em Juiz de Fora, Minas Gerais, está de cócoras frente a mais nova ação do cartel que domina o setor de transporte de veículos novos em todo o País. Desde a semana passada, integrantes da Autorpot, empresa que possui fortes ligações com o Sindican, braço político da organização criminosa que controla o setor (segundo constatado em inquérito policial federal) bloquearam os carregamentos de veículos Mercedes, Chrysler, Jeep e Dodge.
Os integrantes da Autoport reivindicam a totalidade do transporte dos veículos, aniquilando, assim, a livre concorrência, já que outras quatro transportadoras prestam serviços, além de concessionárias que possuem caminhões-cegonha próprios. A intenção é ficar com 100% do transporte e dividi-lo com a Tegma (empresa que tem a maioria dos seus diretores denunciados na Justiça Federal por formação de cartel e de quadrilha).
Montadora – De sua parte, a montadora Mercedes-Benz do Brasil, dá demonstração inequívoca de incapacidade de enfrentar os desmandos dos integrantes do cartel. Está com veículos importados trancados no porto do Rio de Janeiro, sofrendo sanção da Receita Federal. Mesmo assim, com receio de enfrentar o cartel, a montadora sequer responde, por meio de sua assessoria de comunicação social, aos questionamentos feitos pelo website www.anticartel.com.
A Mercedes-Benz do Brasil não é a única montadora de veículos a sofrer pesadas conseqüências e arcar com custos oriundos das ações nefastas de integrantes do cartel do setor de transporte de veículos. A maioria adota a mesma sistemática: teme o cartel como o diabo teme a cruz. Como exemplo, cita-se a General Motors do Brasil, cujo diretor para assuntos institucionais, Luiz Moan Yabiku Júnior, amargou condenação em ação criminal na Justiça Federal do Rio Grande do Sul, mas mesmo assim, mantem laços com a organização criminosa que controla o setor.
Na mesma situação, acuadas, ainda estão a Renault, a Volkswagen, e a Ford (que em 1999 não conseguiu trocar a transportadora).
Desde a última quinta-feira, o assessor de imprensa da Mercedes-Benz do Brasil, Eduardo Pincigher, recebe correspondências eletrônicas do website www.anticarlel.com mas prefere o silêncio, naturalmente a mando da direção da medrosa Mercedes-Benz do Brasil. O website www.anticartel.com continua aguardando o pronunciamento oficial da montadora, desde que responda as indagações.
Abracam – Já a Associação Brasileira das Concessionárias Mercedes-Benz (Abracam), cujo presidente é Paulo Toniolo Júnior e cujo vice-presidente é Riguel Chieppe, curiosamente dono da Autoport (empresa que quer abocanhar todo o transporte dos veículos Mercedes-Benz, aniquilando assim a livre concorrência) e da concessionária da marca em Vitória, no Espírito Santo, preferiu mentir ao website www.anticartel.com mandou possivelmente a secretária Elisângela, responder a correspondência eletrônica em nome de Luís Fernando Beréa, que ostenta o cargo de diretor operacional da Abracam.
Tal diretor afirma desconhecer a greve que mantem a montadora paralisada deste a semana passada. O mais incrível é que tal “diretor” tenta enganar o website, destacando que “Tomamos conhecimento do assunto através do presente e-mail, sendo que
eventuais considerações de nossa parte serão efetuadas assim que nos informarmos a respeito do caso. Quando então nos pronunciaremos”.
Imaginem os internautas que um diretor da Abraçam toma conhecimento da greve na montadora, que atinge toda a rede de concessionárias espalhadas por todo o Brasil, por meio de um e-mail do website www.anticartel.com
Verdade, ou grosseira mentira?