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Informativo
Anticartel.com (051), 10 de agosto de 2007. |
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Montadoras pedem esmola do governo, mas continuam pagando fretes exorbitantes ao cartel
10/08/2007 – As montadoras continuam pagando frete duas vezes mais caro para escoar a produção dos veículos fabricados no Brasil. Se negam a enfrentar para uma concorrência de preços porque preferem apoiar a organização criminosa (de acordo com a Polícia Federal) liderada pelo Sindicam e ANTV que controla o setor há vários anos. Pedem, no entanto, esmolas ao governo sob a alegação de que precisam reduzir custos para manter a competitividade. O website investigativo www.anticartel.com está tentando manter contato com o ministro da Fazenda, Guido Mantega a fim de saber se o governo dará mesmo “benefícios” às montadoras ou se irá sugerir que reduzam custos, mexendo no setor de transporte de veículos.
No Rio Grande do Sul, a General Motors do Brasil contratou – por determinação da Justiça Federal – a empresa Júlio Simões para escoar 10% da sua produção de Celtas. No processo de cotação de preços, absolutamente obscuro, a Júlio Simões venceu, cobrando cerca de 40% do valor pago pela montadora às empresas integrantes do cartel. Até agora ninguém sabe, no entanto, onde vão parar os veículos transportados pela Júlio Simões a frete inferior. Quem compra os Celtas transportados pela Júlio Simões, acaba pagando o mesmo preço final, aumentando o lucro da General Motors.
Por apoiar a organização criminosa, o diretor para assuntos institucionais da General Motors, Luiz Moan Yabiku Junior foi condenado em primeira instância pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul, o mesmo ocorrendo com Aliberto Alves, presidente do Sindicam e Paulo Roberto Guedes, presidente (na época) da ANTV. A GMB e Luiz Moan também são réus em ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal gaúcho, depois de ter recebido representação do Sindicato dos Cegonheiros do Rio Grande do Sul (Sintravers), que atualmente tem sua diretoria prestando serviços às transportadoras pertencentes ao cartel, enquanto a maioria dos associados fazem frete para a Júlio Simões, percebendo valores bem inferiores.
Ajuda – Anfavea e Fenabrave, que se negam a falar com o website Anticartel, são as mesmas que, sem a menor cerimônia, batem ás portas do governo pedindo esmolas. O ministro Guido Mantega prometeu apresentar um “pacote de medias para ajudar o setor. O governo agora analisa as propostas apresentadas pela indústria para aumentar a competitividade externa, para então elaborar um plano. A esperada ajuda pode contemplar o setor com algumas de suas antigas reclamações, como redução de tributos e custos financeiros que possam compensar as perdas nas exportações devido à apreciação cambial. O ministro negou qualquer resolução diretamente ligada ao câmbio.
Enquanto isso, o Diário do Grande ABC publica notícia dando conta de que a Volkswagen, Daimler-Chrysler e a Piretlli, junto com a Universidade Metodista de São Paulo, estão na lista dos 50 maiores devedores do INSS no Estado. Somadas, devem R$ 580,3 milhões aos cofres públicos. Será que a Volks e a Daimler também receberão “esmolas” do governo, mesmo sendo devedoras?
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