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  Informativo Anticartel.com (014), 12 de março de 2007.  
 

Polícia Federal retoma investigações sobre a máfia que
controle o transporte de veículos

Do Rio Grande do Sul

12/03/2007 - A Polícia Federal retomou as investigações sobre a máfia que exerce o controle do setor de transporte de veículos novos em todo o país. A determinação foi dada no dia 12 de fevereiro, pela juíza Eloy Bernst Just, titular da 3ª Vara da Justiça Federal de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Quatro processos crime sobre o cartel neste segmento de mercado estão em andamento na mesma vara. No ano passado, a juíza condenou três integrantes do esquema. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região está analisando os recursos.
No inquérito policial federal, seis pessoas já foram indiciadas, e o número pode aumentar com as novas diligências que serão feitas nos próximos três meses. Aliberto Alves (presidente do Sindicam), Gilberto dos Santos Portugal (diretor da transportadora Brazul), Elias Bsaibis Fazan (vice-presidente do Sindicam e presidente de cooperativa de cegonheiros em São Paulo), Mário Junqueira Franco (ex-proprietário da transportadora TNorte), Roberto Carlos Caboclo (diretor da transportadora Dacunha) e Fernando Luiz Schettino Moreira (diretor da transportadora Tegma), são os primeiros indiciados.
No relatório do inquérito, os indiciados são acusados, inclusive, de formação de quadrilha pela autoridade policial (artigo 288 do CPB), mas na Justiça Federal aparecem ainda, além de crimes contra a ordem econômica, constrangimento ilegal no decorrer do processo e dano.
Medioli – A partir das novas diligências, o proprietário do grupo Sada, Vittorio Medioli poderá engrossar o rol dos indiciados. Isto porque segundo a autoridade policial, pelo fato de Medioli possuir na época (setembro de 2005) foro privilegiado por ser deputado federal, não houve o devido indiciamento, uma vez que demandaria tempo até a liberação do Supremo Tribunal Federal (STF).
No relatório, consta que apesar de existirem indícios da sua participação efetiva no caso, Vittorio Medioli só não foi indiciado formalmente, tendo por base “a celeridade processual, tendo em conta o lapso temporal a ser despendido na solicitação de licença ao STF para a formalização do indiciamento, tendo em conta a sua prerrogativa constitucional”, afirmou o delegado federal.

Condenados – Luiz Moan Yabiku Junior, diretor de assuntos institucionais da General Motors do Brasil, Aliberto Alves e Paulo Guedes, ex-presidente da ANTV, já foram condenados pela juíza federal Eloy Berns Just em julho do ano passado por crime de formação de cartel. Moan teve pena comutada por pagamento de multa igual a 150 salários mínimos e prestação de serviços à comunidade. Aliberto Alves e Paulo Guedes, foram condenados a penas que variam dos 3 aos 4 anos de reclusão em regime semi-aberto. O processo está no TRF4 em grau de recurso.



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