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  Informativo Anticartel.com (005), 30 de janeiro de 2007.  
 

Toyota paga 50% do frete cobrado da General Motors por transportadoras do cartel

Do Rio Grande do Sul

30/01/2007 - Inaugurado em março de 2005, o Centro de Distribuição da Toyota (foto), localizado no município de Guaíba-RS, que movimenta cerca de 14 mil unidades da camioneta Hilux ganhou aparentemente a queda-de-braço com pelo menos duas grandes transportadoras acusadas de formação de cartel no setor de transporte de veículos novos. Enquanto a
General Motors do Brasil em sua fábrica de Gravataí-RS paga R$ 900 pelo transporte de um Celta para São Paulo, a Toyota tem um custo unitário de R$ 600 para carregar uma de suas Hilux.
Até agora o Ministério Público Federal, autor da ação civil pública ajuizada por representação do sindicato dos cegonheiros gaúchos (e das criminais) contra a General Motors do Brasil, o diretor de assuntos institucionais Luiz Moan Yabiku Junior (já condenado em primeira instância em ação penal), o Sindicam e a ANTV por formação de cartel, não descobriu os motivos pelos quais a GMB paga, para duas de suas transportadoras que carregam as camionetas Hilux,  o dobro do preço para transportar os Celtas O superfaturamento nos valores de fretes cobrados pelas transportadoras
acusadas de formação de cartel, impediu que a montadora norte-americana obtivesse uma economia de R$ 34,2 milhões somente no ano de 2006. Isso porque 90% da produção da GMB de Gravataí é escoada pelas empresas que estavam associadas à ANTV. Dez por cento, por determinação da Justiça Federal, é transportado pela empresa Julio Simões, que cobra apenas R$ 360 para levar até São Paulo, o mesmo veículo Celta.
Em Guaíba, a Toyota contratou a Tegma, tida como a principal operadora de logística da GM e a Brazul, integrante do grupo Sada (que domina o transporte na Fiat e na Iveco), além da Autoport, diretamente ligada ao Sindicam.
O website investigativo www.anticartel.com buscou contato com a General Motors do Brasilna tentativa de saber por qual motivo a montadora norte-americana não aumenta o percentual de 10% das cargas para a Julio Simões, já que a transportadora cobra 40% do valor praticado pelas demais transportadoras, ou por quê a GM não aproveita os serviços da Destak Sul para trazer veículos de São Paulo, já que os cegonheiros associados ao Sintravers cobram valores bem inferiores aos recebidos para transportar Celtas.
Procedimento idêntico foi adotado com relação à Toyota e as empresas Tegma, Brazul e Autoport, mas nenhuma delas quis responder ao site, preferindo o silêncio.
Os diretores da Tegma, Fernando Moreira e da Brazul, Gilberto dos Santos Portugal, estão indiciados por crimes contra a ordem econômica e formação de quadrilha em inquérito da Polícia Federal. O processo está na 3ª Vara Criminal da Justiça Federal de Porto Alegre, aguardando decisão da juíza Eloy Bernst Justo, que já condenou Luiz Moan, Aliberto Alves, presidente do Sindicam e Paulo Roberto Guedes, ex-presidente da ANTV por crimes contra a ordem econômica. O recurso foi encaminhado na quinta-feira passada ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região para análise dos desembargadores federais.
Caso não obtenham êxito no recurso, os condenados Aliberto Alves e Paulo Guedes terão de cumprir pena em regime semi-aberto, enquanto Moan deverá pagar multa e prestar serviços à comunidade.





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