Presidente
do Sintravers antecipa que duas transportadoras serão
desclassificadas da cotação da General Motors
Do
Rio Grande do Sul
22/12/2006
- O presidente do Sintravers, Jefferson Casagrande assegurou
ao website investigativo www.anticartel.com
que as duas empresas, Transmoreno e Águia Branca,
“serão desclassificadas automaticamente”
da cotação de preços feita pela General
Motors do Brasil para o transporte de Celtas para a Argentina.
O motivo é o fato de as duas empresas utilizarem
cegonheiros autônomos associados ao Sindicam. Casagrande
disse ainda, que a determinação feita pela
GMB no documento encaminhado às transportadoras,
é no sentido de que sejam contratados cegonheiros
filiados ao Sintravers.
No início deste mês, a General Motors do Brasil
encaminhou “convite” a um grupo seleto de transportadoras,
solicitando cotação de preços para
a prestação de serviço de transporte
de veículos para a Argentina. Avisou nos documentos
também na versão em espanhol, que por determinação
da Justiça, os cegonheiros não poderiam ser
vinculados ao Sindicam e as transportadoras não associadas
a ANTV.
Mesmo assim, o descuidado departamento de logística
da montadora norte-americana, convidou as duas empresas
que usam cegonheiros associados ao Sindicam: a Transmoreno
e a Águia Branca. Também estão na disputa,
dentre outras, as empresas Transfurlan, Elta, Transilva,
do Espírito Santo e Júlio Simões, que
conseguiu furar o bloqueio do cartel no ano passado.
Cartel – A General Motors, o diretor de assuntos institucionais
Luiz Moan Yabiku Junior, o Sindicam e a ANTV, são
réus em ação civil pública movida
pelo Ministério Público Federal por formação
de cartell e o consequente impedimento de ingresso de novos
agentes econômicos no mercado.
Na área criminal, Luiz Moan, Aliberto Alves, presidente
do Sindicam e Paulo Roberto Guedes, ex-presidente da ANTV
foram condenados pela Justiça Federal por crime contra
a ordem econômica (formação de cartel).
O recurso está tramitando.