Empresa
gaúcha de jogos eletrônicos pede
liberação de máquinas no STF
De
Brasília
19/10/2006
- A empresa Flipertronics Indústria e Comércio
de Aparelhos Eletrônicos Limitada ajuizou no Supremo
Tribunal Federal (STF) ação cautelar, com
pedido de liminar, para liberar 38 máquinas eletrônicas
lacradas e apreendidas por decisão da Justiça
gaúcha e confirmada pelo Tribunal de Justiça
do Rio Grande do Sul. O ministro Gilmar Mendes é
o relator da ação.
A empresa que explora jogos eletrônicos tenta, com
a concessão da cautelar, a liberação
das máquinas até o julgamento final de um
recurso extraordinário pelo STF. Esse recurso extraordinário,
no qual se discute o eventual crime de contravenção
de jogo de azar, já está no Supremo. No entanto,
o recurso contra decisão do TJ-RS não suspendeu
os efeitos da sentença que manteve a apreensão
das máquinas eletrônicas.
A Flipertronics cita na medida cautelar trecho do recurso
extraordinário em tramitação no STF
para sustentar que, com a rejeição da Medida
Provisória 168/04 pelo Congresso Nacional em maio
de 2004, não é mais contravenção
"a exploração de todas as modalidades
de jogos de bingo, bem como os jogos em máquinas
eletrônicas, denominadas caça-níqueis".
Em fevereiro daquele ano, essa MP havia sido editada pelo
governo federal para proibir, em todo o território
nacional, a exploração dessa atividade.
Dessa forma, os advogados da empresa requerem a concessão
de liminar para permitir a liberação das máquinas
"indevidamente apreendidas" e a continuidade das
atividades até o julgamento de mérito do recurso
extraordinário.