Cartel
tranca transporte de veículos da Daimler-chrysler
em Juiz de Fora para impedir concorrência
De
Minas Gerais
14/09/2006
- Funcionários da Daimler-Chrysler negaram terminantemente
na sexta-feira ao website investigativo www.anticartel.com
os rumores de greve no setor de transporte de veículos
na unidade de Juiz de Fora-MG. Foi o dia em que chegou à
redação, informação de pelo
menos quatro fontes. Mas na segunda-feira, o movimento de
paralisação que tenta impedir o ingresso de
novas transportadoras foi deflagrado por cegonheiros autônomos
agregados a empresa Autoport, que tem relação
íntima com o Sindicam, que está impedido pela
Justiça Federal de se opor a contratação
de novas transportadoras ou cegonheiros autônomos.
Hoje pela manhã, um funcionário confirmou
a normalidade do transporte, e outro admitiu que a greve
neutralizou o transporte dos veículos da marca. A
assessoria de imprensa da Daimler-Chrysler não quer
comentar o assunto. É o temor de represálias
impostas pelo cartel que transforma montadoras e importadoras
em reféns de uma máfia até hoje não
controlada pelas autoridades competentes do país.
Tendo à frente o sindicato dos cegonheiros de Minas
Gerais, cujo presidente, Otacílio Abner Miranda Pacheco,
também conhecido como Cabralzinho (teve conversas
telefônicas grampeadas pela Polícia Federal)
representantes da entidade deixam claro que desejam manter
o contrato de exclusividade para o transporte, e se manifestam
contra o ingresso de novas empresas que cobram valores bem
inferiores de frete, numa clara tentativa de impedir a livre
concorrência.
Em Vitória-ES, quem atende o telefone da Autorport
transfere a ligação para a gerência,
a qual cita apenas o nome de Rodolfo Altoé como autorizado
a falar a respeito do assunto, mas o celular indicado está
sempre na secretária eletrônica.