Começa
investigação sobre compra de remédios
superfaturados no Pará
Do
Pará
06/09/2006
- O Ministério Público Federal no Pará
(MPF) começou a investigar a compra de remédios
pela secretaria Executiva de Saúde do Pará
(Sespa) com preços que estariam superfaturados, conforme
informações da Controladoria Geral da União
(CGU). Das 41 medicações que seriam usadas
para o programa Vida com Saúde, da secretaria, 27
estariam com preços superiores aos do Banco de Preços
em Saúde (BPS). A denúncia chegou ao MPF através
da CGU, durante a fiscalização da aplicação
de verbas federais em 12 estados brasileiros. O superfaturamento
causou um prejuízo de R$ 3.659.695,25 aos cofres
públicos, segundo a CGU.
O procurador encarregado do caso, Alexandre Soares, solicitou
à Sespa informações para dar continuidade
às investigações. A secretaria tem
até 10 dias para apresentar a resposta. Caso não
receba as informações, o MPF pode entrar com
pedido de busca e apreensão das informações
e processo por desobediência.
O relatório mostra que a Sespa julgou as propostas
de menor preço por lote e não por item, informação
que é contestada pela CGU, que afirma que o produto
é de natureza divisível. Além disso,
consta no relatório que o processo licitatório
do pregão 003/2003 para as compras foi irregular,
pois não houve caráter competitivo entre as
empresas.
Segundo o documento da CGU, a Sespa alega que os preços
estão acima dos valores do BPS devido ao frete para
a região Norte e as embalagens personalizadas dos
medicamentos com as logomarcas do governo do estado, do
programa e uma tarja indicativa de distribuição
gratuita.