Polícia
Federal prende cinco pessoas suspeitas
de fraudar licitações públicas em Brasília
De Brasília
27/07/2006
- A Operação Mão-de-Obra, desencadeada
ontem pela Polícia Federal, começou a desarticular
uma quadrilha de fraudes em licitações públicas
de vários ministérios, como Justiça,
Trabalho e Emprego, Ciência e Tecnologia, além
da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e
o Senado Federal. A investigação mostrou que
eles forjavam licitações, oferecendo dinheiro
para pequenas empresas entrarem na concorrência e, posteriormente,
desistissem da licitação. Segundo a Polícia
Federal, pelo menos 20 pessoas estão envolvidas com
as fraudes.
O esquema investigado envolve três empresas privadas:
Conservo, Brasília Informática e Ipanema, todas
com atuação na capital federal. As investigações
apontam o empresário Vitor Cugula, dono da empresa
Conservo, como um dos mandantes das fraudes. Ele foi preso
na manhã da quarta-feira no município de Bicas,
em Minas Gerais. Também foram presos o dono da Brasília
Informática, Márcio Pontes Veloso, o empregado
da Ipanema, Paulo Duarte, a funcionária da Conservo,
Rosana Cardoso de Souza, além do funcionário
da Abin, Geraldo Luiz Ferreira.
Segundo a PF, outros seis funcionários públicos
ainda serão indiciados por envolvimento com o esquema.
Entre os 20 suspeitos, 13 são empresários e
funcionários de empresas de informática e prestação
de serviços. A Controladoria Geral da União,
que apóia a operação, fará uma
auditoria completa em cerca de 15 contratos das empresas.
Ainda não há confirmações sobre
o prejuízo total contra os cofres públicos.
As buscas foram realizadas em empresas de informática,
de prestação de serviços, no Senado Federal,
na Agência Brasileira de Inteligência, nos ministérios
da Justiça, da Ciência e Tecnologia, do Trabalho
e Emprego e no Departamento Nacional de Produção
Mineral. A PF informou ainda, que a Operação
Mão-de-Obra é um desdobramento da Operação
Sentinela, que em dezembro de 2004, prendeu integrantes de
uma quadrilha especializada em fraudar licitações
e comprar pareceres do Tribunal de Contas da União
(TCU). As investigações que culminaram nesta
ação foram realizadas pela Polícia Federal
e pelo Ministério Público Federal. (Agência
Brasil)