Polícia
Federal apreende arsenal que seria
distribuído em São Paulo e no Rio de Janeiro
Do
Paraná
09/06/2006
- A Polícia Federal prendeu em flagrante nesta quinta-feira
três pessoas acusadas de vender armas de grosso calibre
para abastecer o crime organizado em São Paulo e no
Rio de Janeiro. O arsenal foi encontrado em uma chácara
localizada entre Londrina e Cambe, no Paraná.
Foram apreendidas metralhadoras, submetralhadoras, fuzis,
pistolas semi-automáticas 9 milímetros e pistolas
45, de uso exclusivo das Forças Armadas e policiais,
além de granadas defensivas e milhares de munições
para fuzis e calibre 7.62 incendiárias.
Segundo a Polícia Federal, o comerciante C. S. A. de
38 anos, a promotora de vendas S. M. S. de 26 e L. M. A. de
45 serão indiciados por tráfico internacional
de armas de fogo, incurso nos artigos 18 e 19 do Estatuto
do Desarmamento (lei 10.826/2003). Se condenados, podem pegar
de seis a 12 anos de prisão. O comerciante é
reincidente no crime.
Entre as armas apreendidas estão um fuzil Bushmaster
norte-americano, um fuzil Rugger tcheco, uma carabina calibre
308 tcheca, uma metralhadora calibre 30 tcheca (capaz de derrubar
um helicóptero), uma metralhadora Beretta, duas submetralhadoras
argentinas nove milímetros, três submetralhadoras
9 milímetros norte-americanas, quatro granadas de mão
e 13 pistolas Glock (Áustria), Smith-Wesson (EUA),
Taurus (Brasil) e Beretta (Itália).
E-mail falso
A Superintendência da Polícia Federal no Rio
Grande do Sul tem recebido denúncias de que um e-mail
com assunto “Urgente!” e enviado pelo remetente
“delegado@dpf.gov.br”, estaria sendo enviado a
diversos usuários. O e-mail não tem qualquer
relação com o Departamento de Polícia
Federal.
A mensagem cita o Estatuto da Criança e do Adolescente
(lei 8.069/90) e informa que o usuário teve seu e-mail
denunciado a um suposto “Setor de Coibição
à Pedofilia e Exploração Infantil na
Internet”. Há um pedido para que o usuário
copie (faça download) um documento anexo, preencha
e o reenvie para o remetente. Tal arquivo, no entanto, é
executável (relatório.exe) e pode conter um
vírus ou Cavalo de Tróia.
A Polícia Federal está recomendando para o usuário
não clicar neste tipo de e-mail já que a autoridade
policial não utiliza a internet para comunicação
direta com qualquer investigado. O caso está sendo
investigado pelo Setor Técnico-Científico (Setec)
e pelo Núcleo de Prevenção e Repressão
a Crimes de Exploração Sexual via Internet (Nunet)
da Superintendência da Polícia Federal no Rio
Grande do Sul. (antonio.r@anticartel.com)