Indiciado
por formação de quadrilha ajuíza queixa-crime
contra empresário do transporte de veículos
Do Rio Grande do Sul
16/05/2006
- Depois de ser atacado comercialmente pela máfia dos
cegonheiros e o cartel que controla o setor de transportes
de veículos zero quilômetro em todo o país,
e após ter perdido o único filho assassinado
em setembro do ano passado em circunstâncias até
hoje não esclarecidas pela Polícia gaúcha,
o empresário Sérgio Mário Gabardo, da
Transportes Gabardo enfrenta um novo ataque: desta vez, do
líder do braço político do cartel e presidente
do Sindicato dos Cegonheiros de São Paulo – Sindicam.
Aliberto Alves, indiciado pela Polícia Federal por
uma série de crimes, inclusive formação
de quadrilha, ajuizou queixa-crime e interpelação
judicial contra o empresário.
Pela inconsistência do documento, para não dizer
uma piada, o Ministério Público deverá
solicitar o seu arquivamento.
A ação proposta pelo líder sindical é
baseada numa suposta e aparente tentativa de vincular o nome
de Aliberto Alves como envolvido na morte de Mário
Sérgio Gabardo, ocorrida na noite de 29 de setembro
em Canoas, município da Grande Porto Alegre. A inicial
chama de fato o texto a seguir: “sem imputar ao querelante
(Aliberto Alves), expressamente a autoria de tal suposto delito
e de outros mais, aparentemente o querelado (Sérgio
Gabardo) intenta sugerir que o querelante deles participou...”
Ao mesmo tempo, aponta duas fortes coincidências ao
revelar que, segundo o empresário, em 2003 quando apresentou
proposta de transporte para a montadora Iveco, sofreu ataque
à sua empresa através de nota publicada em jornal
de grande circulação, assinada pelo ex-presidente
do Sindicam, atribuindo irregularidades à empresa,
as quais não foram comprovadas em juízo, mas
que na prática, tiveram o efeito esperado, a perda
da cotação. A outra está no fato de que
no mesmo dia em que o filho foi morto, a Transportes Gabardo
entregou nova proposta de frete à Iveco. Decorridos
mais de sete meses, a Iveco ainda não se pronunciou
sobre o resultado da referida cotação.
No comando do Sindicam há 10 anos, Aliberto Alves foi
acusado pelo ex-presidente da entidade Roberto Augusto Francisco
de contratar elementos armados para apoiar movimentos de cegonheiros
junto às montadoras. Aliberto também é
réu em ação penal movida pelo Ministério
Público Federal por formação de cartel.
É um dos seis indiciados no inquérito policial
federal que investigou delitos cometidos por cegonheiros e
diretores de transportadoras de veículos. Aliberto
também teve seu sigilo telefônico quebrado pela
Polícia Federal com autorização da Justiça
Federal. Ficou comprovada sua participação,
como presidente da entidade, no controle dos atos de vandalismo
ocorridos em carregamentos Peugeot em 2003. Em 2005 Aliberto
voltou a comandar uma greve nacional dos cegonheiros, contrária
ao ingresso de novos agentes no mercado, determinado pela
Justiça Federal, num afronta ao poder Judiciário.