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  Informativo Anticartel.com (038), 11 de maio de 2006.  
 

Operação Pólo combate adulteração de combustíveis
De São Paulo e Baiha

11/05/2006 - A operação Pólo, desencadeada pela Polícia Federal desmantelou um organizado esquema de sonegação de impostos e adulteração de combustíveis que operava nos estados de São Paulo e Bahia. Foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão e 24 pessoas foram presas. A investigação, realizada em conjunto com o Ministério Público e a secretaria da Fazenda do estado da Bahia e em curso desde outubro do ano passado, comprovou a existência de um esquema ilegal de compra de solventes por parte de empresas fantasmas na Bahia, com intuito de adulterar combustíveis e sonegar impostos.
Empresas de fachada, constituídas pela organização criminosa no estado da Bahia, adquiriam solventes químicos de distribuidora paulista, que não seriam entregues a elas. O solvente iria para postos de gasolina e outras empresas no próprio estado de São Paulo. As operações geravam créditos de ICMS às empresas distribuidoras, ocasionando lucro de 11% de impostos sonegados, valor distribuído entre os membros da organização criminosa. O esquema distribuía em média seis carretas por dia, cada uma com 35 ou 45 mil litros de solventes.
A operação foi batizada de Pólo em alusão ao local onde ficam as empresas que deveriam receber as mercadorias desviadas na Bahia. O valor dos tributos sonegados ainda está sendo apurado, mas estima-se que uma única empresa que compunha o esquema sonegou cerca de R$ 3,5 milhões em apenas três meses do ano passado.
No estado da Bahia foram cumpridos 10 mandados de prisões e 14 de busca e apreensão, em Salvador e Lauro de Freitas. Em São Paulo foram cumpridos 14 mandados de prisão (de um total de 16) e 21 de busca e apreensão nas cidades de Santo Antônio, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Itaquacetuba, Ferraz de Vasconcelos, Santo André e na capital. Os mandados foram expedidos pelo juízo criminal de Dias D´Ávila.
A operação Pólo cercou toda a pirâmide do negócio. Foram presos donos de postos de gasolina, revendedores de cargas faturadas com notas fiscais falsas, motoristas, representantes comerciais, gerentes de indústrias e empresas e diretores de indústrias, além do presidente do Sindsolv - Sindicato Nacional do Comércio Atacadista de Solventes de Petróleo. As buscas ocorreram nas residências dos envolvidos e em escritórios de empresas que participavam das operações.
Os envolvidos responderão pelos crimes contra a economia popular, de formação de quadrilha, sonegação fiscal e uso de documentos falsos, dentre outros. (marileide.q@anticartel.com) com CS-São Paulo e Bahia

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