Sindicato
de cegonheiros do Paraná contesta
liberação de carta sindical ao Sindicam
Do Rio Grande do Sul
25/04/2206
– O presidente do Sindicato dos Cegonheiros do Paraná
– Sintravec – encaminhou correspondência
ao site www.anticartel.com
e a diversas autoridades da esfera federal contestando a publicação
de despacho no Diário Oficial da União onde
é liberada a carta sindical ao Sindicato dos Cegonheiros
de São Paulo – Sindicam – para atuar em
todo o país, com exceção de Minas Gerais.
De acordo com o Sintravec, que pede a revisão da decisão
ao ministério do Trabalho, o Sindicam está proibido
de atuar no estado do Paraná por determinação
da Justiça Estadual que concedeu base territorial a
entidade local. Da mesma forma, ainda segundo o documento,
no Rio Grande do Sul o Sindicam está impedido de atuar
por força de ordem da Justiça Federal que também
concedeu base territorial ao sindical gaúcho.
O mais grave, para Afonso Rodrigues de Carvalho, presidente
do Sintravec, é o fato de que tanto o presidente Aliberto
Alves quanto o vice-presidente Elias Fazan, do Sindicam, estão
envolvidos em inquéritos da Polícia Federal.
“Aliberto também é réu em ação
penal movida pelo Ministério Público Federal
do Rio Grande do Sul por formação de cartel”,
ressalta Carvalho na correspondência.
O Sindicam juntamente com a ANTV ainda estão proibidos
de participarem de reuniões para discutirem possíveis
reajustes nos valores dos fretes no transporte de veículos
zero quilômetro, segundo Medida Preventiva da Secretaria
de Direito Econômico – SDE – do ministério
da Justiça. O processo pedindo a condenação
do Sindicam e da ANTV por prática de cartel está
agora no CADE aguardando, desde o dia 19 de janeiro pelo parecer
da procuradoria do órgão.
Para o presidente do Sintravec, há uma falta de sintonia
entre os órgãos do próprio governo federal,
já que um libera o registro do sindicato enquanto outros
transformam a mesma entidade em alvo de intensa investigação
por prática de inúmeros crimes, dentre eles
constrangimento no curso de processo federal. Carvalho também
acredita que a decisão foi política, uma vez
que o ministro do Trabalho Luiz Marinho foi presidente da
CUT e está ligado diretamente ao PT, que tem seu berço
em São Bernardo do Campo, sede do Sindicam. (jorge.r@anticartel.com)