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  Informativo Anticartel.com (034), 25 de abril de 2006.  
 

Sindicato de cegonheiros do Paraná contesta
liberação de carta sindical ao Sindicam
Do Rio Grande do Sul

25/04/2206
– O presidente do Sindicato dos Cegonheiros do Paraná – Sintravec – encaminhou correspondência ao site www.anticartel.com e a diversas autoridades da esfera federal contestando a publicação de despacho no Diário Oficial da União onde é liberada a carta sindical ao Sindicato dos Cegonheiros de São Paulo – Sindicam – para atuar em todo o país, com exceção de Minas Gerais.
De acordo com o Sintravec, que pede a revisão da decisão ao ministério do Trabalho, o Sindicam está proibido de atuar no estado do Paraná por determinação da Justiça Estadual que concedeu base territorial a entidade local. Da mesma forma, ainda segundo o documento, no Rio Grande do Sul o Sindicam está impedido de atuar por força de ordem da Justiça Federal que também concedeu base territorial ao sindical gaúcho.
O mais grave, para Afonso Rodrigues de Carvalho, presidente do Sintravec, é o fato de que tanto o presidente Aliberto Alves quanto o vice-presidente Elias Fazan, do Sindicam, estão envolvidos em inquéritos da Polícia Federal. “Aliberto também é réu em ação penal movida pelo Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul por formação de cartel”, ressalta Carvalho na correspondência.
O Sindicam juntamente com a ANTV ainda estão proibidos de participarem de reuniões para discutirem possíveis reajustes nos valores dos fretes no transporte de veículos zero quilômetro, segundo Medida Preventiva da Secretaria de Direito Econômico – SDE – do ministério da Justiça. O processo pedindo a condenação do Sindicam e da ANTV por prática de cartel está agora no CADE aguardando, desde o dia 19 de janeiro pelo parecer da procuradoria do órgão.
Para o presidente do Sintravec, há uma falta de sintonia entre os órgãos do próprio governo federal, já que um libera o registro do sindicato enquanto outros transformam a mesma entidade em alvo de intensa investigação por prática de inúmeros crimes, dentre eles constrangimento no curso de processo federal. Carvalho também acredita que a decisão foi política, uma vez que o ministro do Trabalho Luiz Marinho foi presidente da CUT e está ligado diretamente ao PT, que tem seu berço em São Bernardo do Campo, sede do Sindicam. (jorge.r@anticartel.com)

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