Polícia
Federal pode ajudar na investigação da
morte do filho de empresário do transporte de veículos
De Brasilia
14/03/2006
- A Superintendência da Polícia Federal do Rio
Grande do Sul poderá deslocar uma equipe especializada
para ingressar ainda nesta semana nas investigações
sobre o assassinato de Mário Sérgio Gabardo,
filho do empresário Sérgio Mário Gabardo,
dono da transportadora Transgabardo, que tem sede em Porto
Alegre. Isso só depende do aceite da secretaria da
Segurança Pública gaúcha, que até
agora se mostrou impotente para elucidar o caso. Ofício
da Polícia Federal chegará até o final
da semana ao governo do Estado.
Morto com um tiro na noite de 29 de setembro do ano passado,
numa suposta tentativa de roubo de veículo, ocorrida
no município de Canoas – distante 10 quilômetros
da capital gaúcha – o filho do empresário,
de apenas 20 anos, cursava Direito, trabalhava na empresa
da família e se preparava para assumir o comando da
Transgabardo em janeiro deste ano.
Ao que parece, a Polícia do Rio Grande do Sul, que
não tem nenhuma pista sobre os dois homens que seriam
os responsáveis pelo assassinato, trabalha com a tese
de roubo de carro. A possível ligação
com a disputa do mercado de transporte de veículos
está distante das ações policiais.
A Polícia Federal está mais adiantada no assunto.
Há dois anos investiga o setor. Grampeou os telefones
de várias pessoas – presidentes de sindicatos
de cegonheiros e até executivos de transportadoras
– e chegou à conclusão de que o cartel
existe. Sabe o nome de quem trabalha para manter o mercado
fechado e como são as ações (muitas delas
violentas) postas em prática para impedir o ingresso
de novos cegonheiros e transportadoras no setor.
Mais enfático em suas afirmações, o deputado
federal gaúcho Beto Albuquerque – vice-líder
do governo Lula na Câmara dos Deputados – segundo
a coluna da jornalista Ana Amélia Lemos, de Brasília,
há uma máfia até agora impune, atuando
no setor de transporte de veículos zero quilômetro.
Ainda de acordo com a publicação, “existem
suspeitas de que esse crime possa estar relacionado à
máfia dos cegonheiros, já investigada pela Polícia
Federal”. (gilson.n@anticartel.com)