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  Informativo Anticartel.com (017), 06 de março de 2006.  
 

Polícia Federal comprova envolvimento da
ANTV e Sindicam em vandalismo contra cegonheiros
De São Paulo


06/03/2006 - As interceptações de ligações telefônicas feitas pela Polícia Federal com autorização judicial serviu para que a autoridade policial fundamentasse o procedimento instaurado na ocorrência de diversos delitos praticados contra motoristas – cegonheiros – que exerciam a atividade de transporte de veículos novos, especialmente nos fatos relatados que provocaram a existência de boletins de ocorrências policiais.
Os fatos ocorreram principalmente durante o início da quebra do cartel, ocorrido em abril de 2003, quando um grupo de transportadoras – não pertencente a ANTV e ao Sindicam – começou a transportar veículos da marca Peugeot. Nessa época, diversos atos de vandalismo ocorreram contra cegonheiros, como carretas e cargas queimadas, disparos de armas de fogo contra cargas e motoristas, além da explosão de uma granada na residência de um executivo de transportadoras, em São Paulo.
O monitoramento feito pela Polícia Federal também confirmou que, mesmo após a ANTV e o Sindicam terem sido proibidos pela Secretaria de Direito Econômico – SDE – de “impedirem o acesso à prestação de serviços de transporte de veículos de empresas e caminhoneiros que não os filiados a aquela associação ou a este sindicato”, as duas entidades, através de seus representantes legais, mantinham contatos telefônicos cotidianamente, articulando estratégias para manter o segmento fechado, no que se refere à prestação de serviços por parte da ANTV, de um lado, e dos cegonheiros filiados ao Sindicam, por outro lado.
A situação mais grave, segundo revelaram as interceptações de ligações telefônicas da Polícia Federal, está na confirmação da “relação íntima que os representantes legais da ANTV possuem com os do Sindicam”, principalmente na venda de vagas intermediada pelo Sindicam. Além disso, também foi comprovado que as duas entidades traçam juntas, estratégias para garantir o fechamento do mercado, através da mobilização dos cegonheiros nas situações em que o contrato de transporte de veículos é destinado a uma empresa que não integra a ANTV.
O site www.anticartel.com comunica que os fatos transformados em notícia não foram relevados por autoridade envolvida no deslinde da ação penal movida contra Aliberto Alves, presidente do Sindicam; Paulo Roberto Guedes, ex-presidente da ANTV e Luiz Moan, diretor de assuntos institucionais da General Motors do Brasil, a qual corre na 3ª Vara Criminal da Justiça federal de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. As informações do processo estão cobertas pelo segredo de Justiça. As que o site www.anticartel.com tem publicado, são do domínio e interesse públicos. (marileide.q@anticartel.com)

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