Guerra
entre cegonheiros chega a Vitória-Es e enrola até
transportadoras nas acusações
De São Paulo
20/02/2006
- As supostas ameaças de impedir carregamentos em Vitória-ES,
feitas pelo presidente do sindicato dos cegonheiros do Rio
Grande do Sul, Jéferson Casagrande foram rebatidas
com rigor pelo presidente do sindicato dos cegonheiros de
Vitória, Jorge Francisco, através de correspondência
eletrônica encaminhada ao site www.anticartel.com
que a endereçou ao sindicato gaúcho, mas não
recebeu retorno até a elaboração desta
matéria. A entidade capixaba “aconselha”
a gaúcha a “permanecer defendendo as suas vagas
junto ao cartel das empresas de São Paulo, Brazul,
Transzero, Transauto, Tegma e CTV”, citando nome de
outras empresas que teriam contribuído para sustentar
a luta dos cegonheiros gaúchos contra o mesmo cartel.
O sindicato de Vitória – Sintraves – alerta
ao gaúcho – Sintravers - que “qualquer
atitude sua (dirigindo-se ao presidente) no Estado do Espírito
Santo com ameaças de movimento contra carreteiros associados
a este sindicato, será rebatida, pois com certeza caso
isto venha a acontecer, teremos a oportunidade de provar perante
a Justiça que esse presidente não passa de um
– suprimimos - aproveitador de situação”.
Estranhamente nesta enrolada troca de acusações,
o sindicato de Vitória concorda com algumas colocações
feitas pelo sindicato gaúcho, como o objetivo de contemplar
uma parcela da sociedade de cegonheiros que se sentiu marginalizada
com a construção da GMB no Estado do RS. Em
sua correspondência, Francisco dá a entender
que ajudou a criar o sindicato dos gaúchos. Ele discorda
que o sindicato do RS passe a afirmar que esteja livre de
compromissos e vínculo com transportadoras, não
defendendo interesses de nenhum grupo econômico. Afirma
que as empresas Transilva, Transtana, Gabardo, Dalla Vale,
Severino Esmirdele e Coopertravers tiveram participação
financeira no sindicato gaúcho.
Francisco contesta as afirmações de Casagrande
as quais revelam que quando algum resultado positivo começou
a aparecer, surgiram empresários “inescrupulosos
com propostas irrecusáveis”. Apesar de concordar
com a tese, o presidente do sindicato de Vitória acrescentou
que “bastou um aceno financeiro das transportadoras
de São Paulo envolvidas em todo o processo de investigação
sobre o cartel para que toda a diretoria do seu sindicato
não se recusasse em participar também do bolo
paulista”. Francisco também afirma ser contra
a tentativa dos gaúchos de defenderem, no transporte
da empresa CAOA, a transportadora Transilva, do Espírito
Santo, que “opera no mercado somente com frota própria”.
O site www.anticartel.com
pretendia disponibilizar toda a correspondência encaminhada
pelo sindicato capixada para que o internauta tirasse suas
conclusões, mas os termos empregados não se
coadunam ao nosso perfil e ao nosso principal objetivo: informar.
A foto é reproduzida do site www.abraboca.com.br
de 18/01/2005. (marileide.q@anticartel.com)