Alinhamento
de sindicato ao cartel
decreta guerra de cegonheiros no sul
De São Paulo
09/02/2006
- O alinhamento ao cartel, combatido no passado, assumido
por parte dos cegonheiros autônomos do Rio Grande do
Sul associados ao Sintravers, está gerando uma verdadeira
guerra no estado gaúcho entre sindicalizados da própria
entidade. Ontem, a Coceag (que se denomina Associação
dos Cegonheiros Autônomos Agregados Associados ao Sintravers)
divulgou nota atacando o presidente e a diretoria do próprio
sindicato a que, segundo afirmam, pertencem. Uma cópia
do documento foi encaminhado pelo site www.anticartel.com
ao sindicato, solicitando esclarecimentos, mas eles não
ocorreram até a elaboração da matéria.
A Coceag atribui ao presidente do Sintravers, Jefferson de
Souza Casagrande, “atitudes ameaçadoras e antidemocráticas”.
Acusa o líder sindical de “fazer ameaças
por telefone e pessoalmente” a respeito de possíveis
movimentos que possam paralisar as atividades de cegonheiros
em Vitória (ES) e Anápolis (GO). O motivo, ainda
de acordo com a comissão, seria a “repentina”
disposição da diretoria do Sintravers em defender
uma transportadora do estado capixaba, a Transilva, “que
jamais deu oportunidade de trabalho a um único carreteiro
autônomo sequer”. (marileide.q@anticartel.com)
Esta é a íntegra do documento, que o www.anticartel.com
disponibiliza para que o internauta tire suas conclusões:
COCEAG repudia atitudes ameaçadoras do presidente do
Sintravers
A Comissão dos Cegonheiros Autônomos Agregados
associados ao Sintravers vem de público repudiar as
atitudes ameaçadoras e por isso antidemocráticas
adotadas pelo presidente da entidade, senhor Jefferson de
Souza Casagrande que, repentinamente passou a defender os
interesses da empresa Transilva, cuja sede está localizada
no Estado do Espírito Santo, o que certamente não
representa o desejo da maioria dos associados ao Sintravers.
A bem da verdade é preciso esclarecer que a Transilva
jamais deu oportunidade de trabalho a um único carreteiro
autônomo sequer, adotando a prática de empregar
única e exclusivamente “motoristas da casa”
para realizar as operações de transporte de
veículos.
A falta de coerência está clara nas atitudes
do presidente do Sintravers, ao ameaçar por telefone
e pessoalmente, cegonheiros autônomos (colegas de trabalho)
com uma possível mobilização em Vitória
(ES) ou Anapolis (GO), com a visível intenção
de prejudicar o bom desempenho dos profissionais que sobrevivem
do trabalho digno, e por nós conquistado, honrado e
decente. É inadmissível que o presidente de
um sindicato que deveria defender seus afiliados (carreteiros
autônomos) na base territorial do Rio Grande do Sul,
contra os desmandos do Sindicam que atua em todo o país,
repentinamente manifeste o interesse em realizar mobilizações
no território do sindicato capixaba.
Além disso, há que se estranhar as atitudes
da atual diretoria do Sintravers que, depois de aliar-se ao
cartel, contra a vontade de muitos cegonheiros atuais sócios
e fundadores, a exemplo dos que hoje atuam na COCEAG, passou
a defender os interesses de transportadoras que, como já
foi firmado, nunca deram oportunidade de trabalho a um só
carreteiro.
Por tudo isso, a COCEAG, constituída por vários
carreteiros fundadores e atuais sócios do Sintravers,
assim como sempre lutou contra os desmandos do Sindicam e
da ANTV, repudia com veemência as atitudes mesquinhas
e insensatas do presidente do Sintravers, por serem dúbias
e por estarem na contramão dos reais interesses dos
legítimos carreteiros autônomos.
Porto Alegre, 8 de fevereiro de 2006. Lindomar Gasparim Lemos,
Presidente do COCEAG
(A foto que ilustra a matéria
foi publicada pelo site www.abraboca.com.br
em 18.01.2005)