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  Informativo Anticartel.com (010), 31 de janeiro de 2006.  
 

Julio Simões garante que volume de veículos
transportado para a GMB vem aumentando
De São Paulo


31/01/2006 - A diretora de Gestão para o Cliente da transportadora Julio Simões, Irecê Bezerra garantiu ao site www.anticartel.com que o volume de veículos transportados pela empresa para a General Motors do Brasil “desde o início das nossas atividades, têm se elevado, tanto na fábrica de Gravataí quanto nas fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos”. Indagada a respeito da redução nos carregamentos destinados a São Paulo, a executiva justificou que “os volumes transportados são decorrentes do comportamento do mercado”.
A General Motors do Brasil contratou a Elta (filhote da Sada) para realizar parte dos carregamentos. Essa empresa sub-contratou alguns carreteiros do sindicato dos cegonheiros do Rio Grande do Sul que levam veículos para a Argentina.
Já com referência ao transporte de Celtas da planta de Gravataí para a Argentina, Irecê disse que a Simões é uma empresa prestadora de serviços, “logo nos cabe executar de maneira planejada os serviços que nos são confiados nos volumes contratados e a definição dos mesmos e dos trajetos cabem aos nossos clientes”.
Quanto à questão do investimento feito pela Julio Simões para atender ao contrato firmado com a General Motors, que segundo a própria montadora apresentou nos autos da ação civil pública, teriam sido superior aos R$ 10 milhões, Irecê esclareceu que os referidos investimentos “fazem parte do negócio. Estão em perfeita ordem e estão sendo remunerados dentro da prática contratual. Estamos muitos satisfeitos em transportar para a General Motors, a partir de suas três fábricas”, assegurou a executiva. Na home page, a General Motors do Brasil não figura dentre os principais clientes da Julio Simões.

Cegonheiros
Irecê Bezerra deixou claro que o relacionamento entre a Julio Simões e o sindicato dos cegonheiros do Rio Grande do Sul (Sintravers) foi “normal e profissional enter contratante e contratados”, mas o que aparece no volumoso processo da ação civil pública é outra versão. Segundo a executiva, o ataque a uma das cegonhas da empresa ocorrido próximo ao município gaúcho de São Gabriel “ficou a cargo das autoridades policiais a apuração dos fatos” após ter sido lavrado boletim de ocorrência no órgão policial competente.
A General Motors do Brasil preferiu protocolizar na Justiça Federal a troca de correspondências feita entre o Sintravers e a Julio Simões. Segundo a GMB, o sindicato gaúcho exigia da Julio Simões, “o repasse de 100% da carga transportada aos cegonheiros filiados ao Sintravers, inclusive com a cessão de carretas em comodato para a execução do serviço”. E acrescenta a petição da GMB, entregue em 27 de junho: também estava sendo exigido “pagamento de frete igual ou maior do que os praticados pelas atuais transportadoras que carregam Celtas”.
Nos primeiros dias de agosto desse mesmo ano, a GMB apresentou na Justiça Federal novo documento, assumindo a postura de vítima de “paralisação ilegal e de ações violentas promovidas por integrantes do Sintravers. Referido sindicato vislumbrou na determinação judicial de contratação de novas empresas de transporte a oportunidade para exigir a contratação de cegonheiros que lhe são filiados, mediante condições tão absurdas que vem inviabilizando as constantes negociações com a Julio Simões”. (marileide.q@anticartel.com)

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