Sindicato
gaúcho alia-se ao cartel e agora defende antigos algozes
13/01/2006
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Depois de denunciar com firmeza a formação de
cartel no setor de transporte de veículos zero quilômetro
e de realizar inúmeros movimentos contra a postura
de sindicatos e empresas transportadoras do centro do país,
o Sindicato dos Cegonheiros do Rio Grande do Sul virou a mesa
e decidiu sair em defesa dos antigos algozes. Esta semana,
encaminhou ao site www.anticartel.com
nota contestando o que foi divulgado na home page e, de quebra,
fez elogios a atitude do executivo e agora patrão,
Gilberto Santos Portugal, diretor da Brazul.
De acordo com o texto que contém abaixo o nome do presidente
do sindicato, Jefferson Casagrande (passou a fazer transporte
de Celtas para a Brazul), “está incorreta a informação
de que os cegonheiros gaúchos estejam proibidos de
visitar uma transportadora de veículos do mesmo Estado”.
A pessoa que transmitiu a informação garante,
inclusive, que há testemunhas.
Dentre outras coisas, acrescenta ser “lamentável
ver atribuído ao senhor Gilberto Santos Portugal o
comando dos atos do Sintravers”. A informação,
segundo o sindicato “é um desrespeito com nossa
categoria”. O agora prestador de serviços para
a Brazul disse também que Portugal foi quem “abriu
as portas para as negociações com a sua empresa,
a Brazul, e com a Transzero, através do senhor Roberto
Caboclo”.
Após acomodar a diretoria do sindicato nas transportadoras
que pagam o maior frete e outros poucos cegonheiros associados
com raras viagens para a Argentina a preço de bananas,
só faltou ao sindicato dos gaúchos, defender
o arquivamento da ação civil pública
contra a General Motors do Brasil, o Sindicam e a ANTV e a
suspensão dos processos penais. Estes aliás,
que ainda trarão grandes preocupações
a sindicalistas e executivos de transportadoras.
O site www.anticartel.com
esperava que o sindicato explicasse como alguns (da diretoria)
estão operando com frete de primo rico, enquanto o
restante dos que trabalham estão recebendo frete de
primo pobre, com deliciosas viagens a Argentina, via Elta,
a filhote do grupo Sada. Mas faltou esta informação
que será melhor trabalhada e posteriormente divulgada.