Falta força para conter o cartel
Apesar
dos esforços, o Ministério Público Federal,
a Justiça Federal e a Polícia Federal do Rio Grande
do Sul não reuniram força suficiente para conter
as ações do cartel no setor de transporte de veículos
produzidos por montadoras e importadoras enraizado no Brasil.
A ação destes três organismos chegou a provocar
um certo abalo na estrutura cartelizante através de uma
ação civil pública, um inquérito policial
e no mínimo três ações criminais, mas
a recomposição foi rápida e o cartel volta
a se fortalecer.
Parece bolo. Quanto mais bate, mais cresce, nos olhos das autoridades.
A determinação da Justiça Federal gaúcha,
obrigando a General Motors do Brasil a contratar transportadores
de fora da Associação Nacional das Empresas Transportadoras
de Veículos (ANTV) e do Sindicato Nacional dos Cegonheiros
(Sindicam), ainda em vigor, foi um golpe fraco no cartel. Refém
do sistema, a montadora foi forçada pela Justiça
a contratar nova transportadora. Durou pouco. Repentinamente,
a transportadora recém-contratada que passou por um longo
e penoso processo de triagem e que fez grande investimento, precisou
dar lugar a outra, curiosamente integrante de um gigantesco grupo.
Os tentáculos do cartel são incontroláveis
pelas autoridades brasileiras. Envolventes e sedutores aos que
se opõem. Uma e duas, e lá está um representante
do cartel a oferecer quantias e oportunidades tentadoras. Fraca,
a carne cede às tentações, causando estragos
incalculáveis às causas justas e nobres defendidas
outrora por seus denunciantes.
O anticartel.com surge com a proposta de mostrar à sociedade,
que paga a alta conta, e às autoridades, que têm
a obrigação constitucional de lutar contra os cartéis,
quem manda, quem controla, quem engana, quem é refém,
quem enfrenta, quem compra e quem se vende aos cartéis.
Vamos mostrar, na publicação das matérias
feitas por nossos repórteres, como o cartel trata os seus
oponentes. Como os seduz e, com precisão, quanto custa
cada operação, inclusive em determinados meios de
comunicação.
Certamente conquistaremos antipatias, mas a verdade é o
nosso compromisso; o do internauta, tirar suas próprias
conclusões.
Vocêacredita
que os “acordos” firmados entre seguradoras, montadoras, concessionárias de veículos e bancos causam prejuízos ao trabalho dos milhares de corretores de seguros que atuam em todo o país?